terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Accountability

Jesus tentation
A tentação de Jesus
João Cruzué

Accountability é uma palavra inglesa que não encontra um vocábulo correspondente na língua portuguesa; significa mais ou menos o ato ou dever de prestar contas de alguma coisa recebida que não é de nossa propriedade. Um atributo positivo no caráter de uma pessoa, de uma liderança e principalmente de um cristão. Quero escrever um texto que conte o que vai acontecer quando o SENHOR dos mordomos voltar, analisando a situação da Igreja em nossos dias.

E disse o SENHOR: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor pôs sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração? Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Em verdade vos digo que sobre todos os seus bens o porá. Mas, se aquele servo disser em seu coração: O meu senhor tarda em vir; e começar a espancar os criados e criadas, e a comer, e a beber, e a embriagar-se, Virá o senhor daquele servo no dia em que o não espera, e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á, e lhe dará a sua parte com os infiéis. Lucas 12:42 a 45.

Parafraseando alguns sábios pastores que usam uma figura de linguagem bem humorada: Aqui no Brasil não existem problemas de 'accountability', mas lá fora acontece muito. Então vou relatar casos que acontecem "lá fora", mas que graças a Deus no Brasil "não" tem.

E nada melhor para ilustrar o texto que este "causo" muito conhecido entre as pessoas do interior. Um dos muitos causos de Jesus e São Pedro.

Conta-se que Jesus e Pedro estavam viajando. E certa tarde, aproximaram-se de uma casa muito humilde, desejando passar à noite, e com fome, decidiram bater na porta.

Um homem muito simples, sozinho e triste abriu-a. Pedro Pediu pousada e alguma coisa para comerem. Então aquele homem saiu ao terreiro, para pegar algo para servir aos hóspedes. Ele tinha apenas uma galinha e dois frangos. Trouxe um deles, cozinhou e serviu. São Pedro ficou admirado da generosidade daquele homem. Cearam. dormiram. E no outro dia seguiram viagem.

--SENHOR, não podemos ir embora sem abençoar aquele homem. ...Ele é muito humilde, pobre, mas generoso; não pensou duas vezes em nos servir uma de suas poucas aves. O Senhor precisa abençoar este homem - insistiu.

--Pedro, Pedro! Está julgando só pelas aparência. Ainda é muito cedo para dizer se ele é tão virtuoso assim...

--SENHOR, não poderia estar enganado? Como pode um bom homem como este se transformar do vinho para a água só por causa de uma benção?

E assim Jesus orou e abençoou o homem humilde, sozinho, triste que morava numa casinha pobre. E o tempo passou.

Muitos anos depois, São Pedro e Jesus tornaram a passar no mesmo lugar. Em lugar da casinha humilde, havia uma casa enorme, assobradada, com alpendre, com muitos quartos e muitas janelas. No terreiro não havia apenas galinhas. Tinha muitos bois no pasto, carneiros e cavalos por todo lado. O abençoado não estava mais só, tinha família: uma esposa, filhos e filhas, além de muitos empregados.

Tão logo avistou aqueles dois viajantes vindo com certeza para pousar em sua casa, gritou para um empregado.

Fulano! Veja o que aqueles dois VAGABUNDOS estão quereno!

Não vou contar o resto, pois você já deve ter ouvido contar sobre a "recepção" de Jesus e São Pedro. Antes da ceia, já perto da meia noite, subiu um empregado (a mando do patrão) para dar uma surra em quem estive deitado na beirada da cama. E como não tivesse acontecido nada, a ceia chegou pelas mãos de outro empregado.

Como só havia uma cama no quarto, ressabiado, São Pedro pediu para trocar de lugar com Jesus Cristo. Pedro foi para o canto e Jesus veio para a beirada. Uma hora depois da ceia, lá vem outra vez o serviçal com o chicote nas mãos. Desta vez, com instruções para "pegar" o que estava deitado no canto.

No outro dia com muitos vergões nas costas Pedro comentou com Jesus: O Senhor estava certo ,quando eu teimei para que orasse para prosperar este homem. Ele já não é mais o mesmo!

E assim tem acontecido com muitas lideranças evangélicas em nossos dias.

Lá "fora", pois aqui no Brasil graças a Deus nós "não" temos isso.

Homens e mulheres que no passado eram pastores e esposas muito humildes...moravam em casinhas simples, pobres, andavam a pé, longas distâncias para dirigir cultos, fazer visitas. E Deus ouviu muitas orações do tipo: Abençoa Senhor! Abençoa Senhor! Abençoa Senhor. E o Senhor abençoou, abençoou, e abençoou mesmo.

E não contentes com as bênçãos, tiveram começaram a ter inveja dos ímpios. Fundaram empresas pessoais com o dinheiro da Igreja, compraram fazendas, criaram cavalos, compraram grandes mansões com piscinas perto dos ímpios, buscaram cargos políticos... E continuando a ter inveja dos ímpios, aprenderam a pendurar os filhos e parentes (fantasmas) nas folhas públicas. Trocando a paixão pelas almas pela ganância pelo dinheiro, espoliação as ovelhas. sem dó.

Hoje estão gordos e abastados, mas não satisfeitos.

Mas o dia da prestação de contas vai chegar! Está tudo escrito no capítulo 25 do Evangelho em Mateus



domingo, 30 de novembro de 2008

Diálogo, tolerância e mal-entendidos


Jesus restabelecendo o diálogo com Pedro
--Pedro, tu me amas?


A confissao de Pedro
--Senhor, Tu sabes tudo; Tu sabes que eu te amo.

João Cruzué

Quero aproveitar este princípio de tarde neste domingo ensolarado, aqui na Capital paulista, para voltar a escrever, desta vez sobre diálogo. Como sempre costumo fazer, vou usar textos da Bíblia Sagrada para comentar e meditar sobre algumas coisas. Espero que isto contribua para melhorar tanto a minha quanto a sua capacidade de dialogar.

No capítulo 59 do Livro do Profeta Isaías está escrito que: "A mão do Senhor não está encolhida, para que possa salvar; nem o seu ouvido entupido, para que possa ouvir. Mas são as nossas iniqüidades que fazem divisão entre nós e o nosso Deus, e os nossos pecados que encobrem o rosto de Deus de nós, para que não nos ouça".

Apesar de termos uma boca e dois ouvidos, somos propensos e mal habituados a falar demais e ouvir pouco. Diante de uma situação dessa natureza, ao querer impor nossa vontade sem ouvir o que o próximo tem a dizer, matamos o diálogo e geramos a intolerância. Não há nenhum demérito em primeiro ouvir, e depois responder. Ouvir o que o nosso interlocutor tem a dizer não significa de forma alguma sinais de fraqueza ou aquiescência. Ao contrário: mostra equilíbrio e sabedoria. Deus não precisar ouvir ninguém para decidir sobre o que quiser, mas nem Ele, que é: onisciente, onipresente e todo-poderoso, usa de seus atributos divinos para exercer uma ditadura ou para impor na "marra" sua vontade sobre a nossa. "Não por força; nem por violência, mas pelo meu Espírito", assim diz o Senhor, segundo registrou o profeta Zacarias.

Quantas decisões erradas são feitas, quantos lares, quanta comunhão, quantas amizades podem ser destruídos pela falta do exercício do diálogo e da tolerância? Somos especialistas em entrar em situações constrangedoras ao acreditar em juízos nascidos de mal-entendidos. Não estou escrevendo sobre isto como se fosse Phd. em aconselhamento comportamental. Eu sei quem sou: o primeiro da fila dos necessitados para ouvir o que a Palavra de Deus tem a dizer. Não estou escrevendo fora de mim, pois este é um texto simples e tenho uma mente racional.

Um dos primeiros exemplos de queda por mal-entendidos e falta de diálogo foi Eva. Aprendo que não se deve dialogar nem com o diabo nem com ímpios, quando o assunto tem a ver com aconselhamento pessoal. Quando a serpente afirmou que Deus estava mentindo quando ordenou que não comessem do fruto da árvore da ciência do bem e do mal estava insinuando que Deus não queria competidores; que a árvore traria todo o conhecimento e que eles também se tornariam como Deus. Entre o aviso do SENHOR e o conselho do diabo nasceu uma desconfiança. Da desconfiança, veio o mal-entendido. Como não houve o início de um diálogo entre Eva e Deus, questionando o conselho do diabo, o resultado foi o maior desastre que já se abateu sobre a humanidade - a morte pela força do pecado.

Moral da história: não devemos embarcar numa canoa aparentemente em bom estado, ouvindo apenas os argumentos do "vendedor". Precisamos, principalmente, ouvir a opinião do "especialista" em construção de barcos, para não embarcar em uma canoa furada.

Escolhi o segundo caso de falta de diálogo, entre Ló e Abraão, cujas conseqüências levaram trouxeram a ruína à vida do primeiro. Em certo momento da vida dos dois, começaram as contendas entre os empregados; disputas pelos melhores pastos para o gado. Os pastores de Abraão e de Ló começaram a discutir e brigar por causa de capim. O tio abriu o diálogo. para acabar com a cizânia. Concedeu ao sobrinho a opção de escolher, primeiro. O sobrinho, usando de esperteza, não deu seqüência ao diálogo, mesmo sabendo que a preferência da primeira escolha era do tio Abraão. Ló Escolheu as campinas do Jordão, que eram as melhores pastagens, tão verdinhas que pareciam o Jardim do Edem. Este foi um erro fatal.

Abraão, sentiu-seno prejuízo. Deus vendo a situação, apareceu-lhe para responder às aflições. Enquanto isso na campinha verdinha, o sobrinho começou sua aproximação com os moradores da região. Foi armar suas tendas próximo de Sodoma. Depois passou a morar na própria Sodoma. Levou sua família a fazer parte da sociedade local. Trouxe com isso o costume desta sociedade para dentro de sua casa. A ganância de Ló terminou em miséria. Sem gado e sem família, sua ingratidão foi tão grande que não encontrou forças para voltar para a companhia do Tio, para lhe pedir perdão.

Moral da história: não corra atrás de sonhos de prosperidade com os olhos fechados. Inicie um diálogo com Deus e pergunte a ele sobre o que pode estar escondido nas "campinas do Jordão", agradáveis à vista, mas escondido bem lá no fundo, pode estar um laço do diabo para você e sua família.

Agora em sua companhia vamos meditar sobre diálogo, exercício de tolerância e mal-entendidos na vida do Rei Davi, o home que tinha um coração segundo Deus. Davi é o exemplo típico do homem que tinha um grande diálogo e uma profunda comunhão com Deus. O Espírito de Deus, literalmente, se apoderou da vida de Davi. Todavia, foi o homem que menos diálogo teve com a família, e seu modo de agir representa nos dias de hoje a quase totalidade dos homens que exercem liderança cristã. Não preciso discorrer muito sobre isto. Davi tinha tempo para Deus, para liderar o reino, para sair com o exército, mas deixava os filhos crescendo ao deus-dará. O diabo, astuto, não perdoou isso. No primeiro dia que ficou ocioso em casa, deixando de ir para a guerra com Joabe, poderia ter convidado seus filhos para uma confraternização. Não fez assim. Acordou depois do meio dia, em meio à tarde, e sozinho foi para o terraço do palácio. O resto ficou por conta do diabo. Davi conquistou um trono. Foi o maior rei que Israel já teve. Mas se tornou um pai com um coração transpassado pela dor, porque nunca foi um bom pai de família. É isto que está acontecendo em nossos dias. Grandes pais. Grandes pastores. Grandes líderes. Grandes conquistadores. Mas ao negligenciar o amor devido à família e principalmente aos filhos, estão colhendo uma grande safra de caíns, esaús, absalões, nadabes, acãs, manassés, balaãos e judas.

Moral da história: O que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a própria família para o diabo?

Ainda desejo rever a parábola do filho pródigo para continuar nossa meditação, juntos. A história do filho pródigo é um exemplo típico do moço ou da moça cristã que trocou a comunhão com a família por um diálogo como pecadores aparentemente "mui" amigos. Tão logo colocou na a herança do pai na bolsa, o filho caçula foi se encontrar com seus falsos amigos. Aqueles que lhe venderam sonhos de uma terra de liberdade onde todas as coisas eram permitidas. Beber, dançar, se drogar e prostituir. Uma terra onde era proibido proibir.

Diz o apóstolo Paulo: todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm. O pai do filho pródigo tinha algo a dizer, mas percebeu que não seria ouvido, e a contragosto fez as contas e entregou a parte da herança, ainda em vida. Liberdade não é sinônimo de licença para pecar. A verdadeira liberdade é ter a Cristo e não ser escravo de vícios e pecados. A liberdade para pecar e fazer o que quiser não é verdadeira, ela esconde correntes e cadeados, cujas chaves estão nas mãos do diabo. Uma vez aberta a porta para os demônios, para os vícios, para as drogas, para a prostituição, para a pornografia, e para coisas piores a pessoa se descobre presa em um beco sem saída. O filho pródigo chegou a seguinte conclusão: ou morria de fome no meio de uma vida mais do que miserável ou voltava para casa, reabria o diálogo com seu pai, e lhe pedia perdão com sincero arrependimento.

Moral da história: Se esta é a sua situação, tome o mesmo caminho de volta e se concerte com as pessoas que magoou, para receber o perdão de Deus. Não existe liberdade na miséria, mas somente em Jesus Cristo.

E por fim vamos a um exemplo positivo: o do próprio Cristo. Era Deus, mas como homem não usurpou ser como Deus. Não precisava orar, mas amava de estar em comunhão com o Pai. Não precisava convidar homens para restaurar outros homens, mas escolheu doze leigos para o discipulado e os ensinou a ser pescadores de homens. Não precisava nascer em forma humana, para reconciliar a humanidade, mas por compaixão experimentou todos os sentimentos, angústias, solidão e sofreu os preconceitos e mal-entendidos da sociedade. Poderia ter nascido de uma família abastada para ter um berço ao nascer, mas acabou usando uma mangedoura. Jesus se tornou o mais humano dos homens. A cana quebrada não trilhou, e o morrão que fumegava não apagou. Era um especialista em abrir diálogos. Com nicodemos, com a mulher samaritana, com Zaqueu, com a mulher siro-fenícia, com Jairo, com a mulher do fluxo, com o mancebo de qualidade, coms os discípulos de Emaús, e com Simão Pedro.

E quando viu Pedro em amargura e fracasso, fez o que raramente temos visto nos dias de hoje: foi em busca da ovelha perdida. Estendeu-lhe a mão e transformou um discípulo fracassado e amargurado em um apóstolo cheio da graça e do poder de Deus. Jesus restaurou a Pedro pelo diálogo, pela tolerância com as fraquezas humanas.

Se o próprio Deus, em seu maior gesto de amor, enviou seu único filho para estabelecer o diálogopara restaurar os homens e desfazer os mal-entendidos e as outras obras do diabo, você e eu como cristãos não podemos ser intolerantes nem fechados ao diálogo. No exercício do diálogo vêm o entedimento a solução de mal-entendidos, a solução de dúvidas, e por consequinte a comunhão. Um versículo do apóstolo João: Se alguém disser que ama a Deus mas aborrece a seu irmão é mentiroso. Pois, quem não ama a seu irmão, ao qual vê, como pode dizer que ama a Deus, a quem não viu?

Conclusão: por falta de diálogo, às vezes, um pequeno mal-entendido pode se transformar em um grande problema, uma brecha no muro da graça de Deus. E depois que o muro se fender, o diabo vai entrar e sair quando quiser. É melhor pensar duas vezes abrir o diálogo e não deixar o muro cair.

Escrito em 30.11.2008

cruzue@gmail.com


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domingo, 9 de novembro de 2008

A mensagem do Salmo 32: confissão e perdão


E o castigo que estava sobre ELE, trouxe-nos a Paz.

Cristo

"Bem-aventurado é aquele

cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto"
Salmo 32
João Cruzué

O Salmo 32 fala de confissão do pecado para receber perdão, e receber perdão para orar a Deus a tempo de poder achar o Seu favor. Esta vai ser a nossa meditação de domingo, e que o SENHOR possa falar conosco, pela voz do seu Espírito Santo.

De autoria de Davi, o segundo e mais poderoso rei sobre Israel, cujo reinado aconteceu por volta de 1.000 a.C. O rei músico que deixou escrito para a posteridade uma coleção de dezenas de Salmos com letras belas e inspiradas. Este Salmo, especificamente, trata de uma realidade espiritual muito clara: o pecado escondido.

Um pecado de morte escondido traz a morte espiritual para seu autor, pois é como um muro de separação entre o pecador e Deus. Um pecado escondido logo chama outro pecado e neste processo de pecado atrás de pecado a tristeza da separação de Deus só vai aumentando.

Quem sabe é um adultério, como foi o caso de Davi; um roubo, como foi o caso de Judas; constantes desobediências à voz clara de Deus, no caso do primeiro rei de Israel - Saul. Vou continuar citando: uso de drogas, prostituição de todos os tipos, falta de perdão principalmente entre parentes, ódio mortal de pessoas, uso de trabalhos de macumba para prejudicar pessoas e obter vantagens e lucros e crimes escondidos.

O salmista definiu claramente sua situação debaixo do pecado: uma sequidão de deserto. Enquanto ficou calado, os ossos do seu corpo envelheciam pelo bramido da consciência. O pecado de morte produz exatamente isto: a morte. É uma porta aberta para todos os tipos de doenças. O pecado envelhece e torna triste o semblante e apaga o brilho dos olhos. Diante de um espelho os olhos do pecador são tristes, pois sua alma está separada de Deus.

A receita da restauração está no versículo cinco: "Confessei-te o meu pecado, e minha maldade não encobri", e o resultado de uma confissão verdadeira é o perdão de Deus. E por confissão verdadeira, quero dizer, aquela que feita de forma correta e cujos efeitos produzem alívio e traz a felicidade dos perdoados. E quanto a isto, vamos falar um pouco mais.

Há confissões perfeitas e confissões mal feitas. Dependendo do tipo do pecado, há uma forma de confissão. Quando o baixinho Zaqueu recebeu a visita de Jesus em sua casa, disse que se tinha defraudado alguém, restituiria a propina ou o imposto cobrado a maior quatro vezes mais. Isto traz a luz o seguinte: o perdão de certos pecados não é automático. Confessou tudo a Jesus e já recebeu o perdão de tudo. E onde fica o arrependimento?

Aquele que deve, precisa procurar o credor. Se não pode pagar, que busque um acordo. Aquele que matou, não deve ficar se escondendo. Deve buscar as autoridades para que o diabo não tome decisões na sua vida. Aquele ou aquela que traiu, não basta fazer uma confissão apenas para Deus, pois um dia o caso vai se tornar público. Resumindo: se o motor do carro está com problemas não adianta consertar o furo do pneu. Há pecados que apenas Deus conhece, e estes podem ser perdoados através de uma confissão secreta a Deus, mas há coisas que envolvem pessoas ou são públicas, que precisam de uma reunião com pastores e familiares na Igreja para serem tratados publicamente. Uma confissão mal feita não traz alívio de consciência. E enquanto existir a dúvida, o perdão não está claro ou não aconteceu.

Uma coisa deve ficar muito clara: se nossa consciência é o árbitro de nosso coração, não existem regras absolutas para receber perdão. Há pessoas, cuja consciência não fica em paz enquanto não se concertam com o ofendido ou ofensor. E também há pessoas cuja consciência não tem mais árbitro nenhum. Supondo que você foi alcançado pelo arrependimento, que é voz do Espírito Santo em sua alma, enquanto Ele afligir sua alma, siga Sua voz e procure um concerto que lhe traga novamente alegria interior. Mas seja equilibrado.

"Pelo que todo aquele que é Santo, orará a Ti a tempo de poder achar, até no transbordar das muitas águas estas a ele não chegarão." O texto deste versículo quer dizer exatamente isto: Deus não houve a oração de pecadores. Pessoas com pecado de morte escondido. Para orar e ser ouvido é preciso ser santo. Santo quer dizer: estar separado do pecado e amor ao mundo, para agradar a Deus. Para orar e ser ouvido é preciso estar em paz com Deus e com a consciência. Então, todo aquele que é santo, isto é, que está em comunhão com Deus, quando orar e contar para Deus no dia a dia, sua oração vai subir sem impedimentos até o Trono da Graça de Deus, e ao seu tempo, Deus vai responder. E diante de uma situação de perigo urgente, quando orar, Deus vai produzir livramento, segundo a vontade DELE.

Por isso, o pecado escondido impede uma oração de subir até o Trono da Graça. E diante de uma situação em que somente Deus pode resolvê-la, a ajuda não virá. Diante disso o salmista aconselhou com o próprio exemplo; enquanto ficou calado, escondendo o pecado, sua saúde foi piorando e sua consciência bramia a voz do Espírito Santo. Depois que ele tomou uma atitude de confessar sua transgressão, Deus ouviu sua oração, ele foi perdoado e a alegria voltou. Siga o mesmo exemplo enquanto é tempo, antes que o diabo termine o laço que pode destruir sua vida, sua família e a tirar a paz dos outros.

cruzue@gmail.com

SP-09.11.2008

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sábado, 4 de outubro de 2008

Deserto: pós-graduação em oração na Universidade de Deus


Escola de pós-graduação.

Desert of Judea
Deserto da Judéia
Joao Cruzué

Hoje, eu acordei pensando em João 15: Eu sou a videira verdadeira e meu Pai o viticultor. Fiquei meditando sobre o aquele tempo de deserto que passei, muitos crentes já passaram e outros estão passando. Em algum momento dessa caminhada cristã todos vão passar.Tanto no deserto quanto no mar tempestuoso não há motivos para desespero nem desânimo nem murmuração. É um tempo e lugar onde Deus nos leva para fazer uma pós-graduação em sua Universidade.

Como bom pai que é, nosso Paizinho do céu cuida de nós de uma maneira muito especial. Ele sabe que somos manhosos, às vezes sem interesse em melhorar nosso caráter, nosso diálogo com o próximo, nossos sentimentos infantis, egoísmos notórios, falsos humildes, pobres soberbos, hipócritas... Ou seja, teimosas “gabrielas”. “Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim, sempre Gabriela...”

“E todo ramo da videira que, em Cristo, não dá fruto, Ele tira. E limpa o outro ramo que frutifica para que dê ainda mais fruto. Jesus empregou uma linguagem popular, não teológica, para explicar o processo criado por Deus para tratar com seus filhos. Este tratamento é pessoal; tanto o é que o substantivo e o verbo estão no singular. E filhos de Deus somos, se publicamente aceitamos crer em Jesus como o único caminho para nossa reconciliação com o Paizinho e salvação de nossas almas.

O tempo que passei pelo “deserto” veio a minha lembrança. Hoje posso ver que nos anos de aflição que minha família e eu passamos, Deus não havia se esquecido de nós. Não estávamos abandonados. Os olhos do Senhor nos contemplavam dia e noite; horas, minutos e segundos. Como naquela oportunidade em que os discípulos cruzavam de barco o Mar da Galiléia, sob a fúria do vento.

Depois daquele tempo de deserto, em muitas oportunidades tenho visto o Senhor respondendo minhas orações em assuntos do cotidiano. Pedidos grandes e pequenos. Hoje, tenho consciência de que se orar, sei que o Senhor vai responder, mais cedo ou mais tarde. Adquiri esta confiança depois do deserto. Como você não é ou será diferente. Se já passou pela provação ardente, entende o que estou escrevendo.

No tempo da poda, o viticultor conhece os ramos da sua vide. Dos ramos produtivos ele vai tirar galhos menores que apenas roubam a força dos futuros cachos. Então o bom viticultor tira sistematicamente tudo o que vai atrapalhar a produção da próxima safra. E que ramos inúteis de videira são estes: São os ramos da presunção, da indiferença, do mau humor, da mesquinhez, da dificuldade em perdoar, da recusa em fazer a vontade do Senhor, da falta de ocupação na obra de Deus, da estupidez no tratar com o próximo, da falta de solidariedade, da insistência em andar com más companhias, do interesse por pornografia, da inveja das bênçãos dos outros, do insistente hábito de murmurar, etc.

E, depois que você e eu passamos pelos dias da poda, chegaremos à perfeição.

“E não vos conformeis que este mundo, mas transformai-vos pela renovação de vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e a perfeita vontade de Deus.” Apóstolo Paulo em Romanos 12.

"Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiseres e vos será feito". Jesus Cristo em João 15:7.

O Senhor está preparando você na Universidade da Oração. Eu diria que os tempos de prova seriam a pós-graduação. Deus tem promessas de coisas muito grandes e firmes que você ainda não sabe – parafraseando o profeta Jeremias.

Ele, não só tem bênçãos grandes, como também nos prepara não apenas para receber bênçãos, mas para orar por elas devidamente “afinados” com sua vontade. E nisto vemos o grande amor de Deus: Ele não quer simplesmente nos dar as bênçãos; quer ir além disso; Ele quer sejamos seus amigos. E nós seremos amigos de Deus, pela obediência: “Tenho vos dito isto para que minha alegria permaneça em vós, e a vossa alegria seja completa. João 15:11.

Portanto se você tem andado em sinceridade com Deus, e neste exato momento está no barco com sua família enfrentando a fúria do mar e a força do vento, alegre-se. Anime-se. Continue orando e clamando ao Senhor. Não abandone os remos e toque o barco. O Senhor é a sua companhia. Quando você chegar do no porto do outro lado, vai descobrir uma maravilhosa diferença. Quando você orar, já saberá de antemão que o Senhor vai responder.

Se Ele não nos amasse de verdade, ficaria satisfeito com a vida medíocre que às vezes levamos. Mas ele nos ama. Ele ama você pessoalmente. E um dos sinais deste amor é o deserto. Todos os personagens bíblicos passaram por ele. Se você também estiver enfrentando o deserto , saiba que está na Escola de pós-graduação em oração do Senhor. Quando terminar o curso, a alegria do Senhor em você vai ser completa. Você vai aprender a pedir melhor, e tudo o que você pedir, receberá.

Não se esqueça: Jesus ama você!



cruzue@gmail.com


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domingo, 21 de setembro de 2008

O perigo da fama

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Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito
de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente,
sozinho, para o monte.
(João 6:15)
João Cruzué

Esta semana estive pensando como escrever uma mensagem sobre a fama e a vida espiritual. Eu gosto de escrever mensagens que provocam primeiro a minha mente e depois falam ao meu coração. Se falam comigo também podem ser úteis para você. O que a fama tem de tão perigosa que até o próprio Cristo conscientemente a evitava? Quero compartilhar neste texto o resultado de minhas reflexões.

Bem cedo em seu ministério, Jesus sofreu o assédio do diabo propondo-lhe ser rico e famoso. Durante aqueles dias de tentação no deserto, o diabo levou-o para um alto monte, e de lá, mostrou-lhe a glória de todos os reinos deste mundo e fez uma proposta tentadora: "Tudo isto lhe darei, se prostrado me adorares. Eu creio que esse ataque do diabo era fruto de um planejamento exímio, cuidadosamente revisado por muitos milhares de anos da experiência maligna na "arte" de derrubar os homens. Em todos os três ataques satã usou das sagradas letras para confundir o Cristo, o que nos dá uma pequena mostra de que em matéria de teologia o diabo conhece tudo. Neste ponto, puxo por um assunto paralelo: nunca na história da Igreja o conhecimento das escrituras esteve tão à mão, disponível para quem quiser se aprofundar. São dezenas e dezenas de enciclopédias, dicionários bíblicos, comentários, bíblias de estudo para várias correntes de interpretações e vertentes teológicas.

O que tanto conhecimento pode fazer? Transformar um novo convertido em um doutor em divindade? Sim! Mas nisso também pode estar uma armadilha do diabo. Acúmulo de conhecimento não significa acúmulo de sabedoria. O excesso de conhecimento pode inchar as pessoas predispostas à presunção, à soberba e à morte espiritual. Entendo que foi nisso que "aquele" querubim ungido caiu. E também foi enaltecendo o grande conhecimento que havia no fruto da árvore da ciência do bem e do mal que aquele mesmo "querubim" trouxe o mal e a morte para desgraça da humanidade. O Apóstolo Paulo entendeu isso quando aconselhou a aquisição do saber com temperança, e não ir além dos limites de cada um.

"Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração pois é dele procedem as saídas da vida". E mais "Enganoso é o coração e mais perverso do que todas as coisas" Livro de Provérbios. O orgulho é um pecado que nasce e toma forma no coração, até o momento que a pessoa se acha como Deus. O sucesso e a fama no meio religioso tem servido de âncora e farol para a idiossincrasia de muita gente. É muito mais atrativo pregar um "evangelho" que vá ao encontro das necessidades de conforto e riqueza humanos do que o legítimo Evangelho. A carroça à frente dos bois. Nos últimos dias do cárcere do apóstolo Paulo em Roma, isto ficou patente. Paulo morreu sozinho, abandonado e desprezado. Por que? Porque o evangelho que pregava era "diferente" dos novos "senhores" da Igreja. Segundo eles, Paulo era um fracassado, um home sem fé, um pastor que não prosperou!

A fama é mais perigosa que a tribulação. Durante a tribulação temos a promessa da presença e da consolação de Jesus. Nos tempos de fama, o mais provável que aconteça e sermos assediados por uma multidão de bajuladores, interesseiros, maus conselheiros e mercadores de todo o tipo. Fato interessante é que Jesus não só evitava conscientemente como de vez em quando se retirava estrategicamente das oportunidades de sucesso principalmente político. A fama deve ser um atributo com um poder destrutivo tão grande, ao ponto do filho de Deus evitá-la.

Há um exemplo a analisar em Marcos 7:31-36: "E ele, tornando a sair dos termos de Tiro e de Sidom, foi até ao mar da Galiléia, pelos confins de Decápolis. E trouxeram-lhe um surdo, que falava dificilmente; e rogaram-lhe que pusesse a mão sobre ele. E, tirando-o à parte, de entre a multidão, pôs-lhe os dedos nos ouvidos; e, cuspindo, tocou-lhe na língua. E, levantando os olhos ao céu, suspirou, e disse: Efatá; isto é, Abre-te. E logo se abriram os seus ouvidos, e a prisão da língua se desfez, e falava perfeitamente. E ordenou-lhes que a ninguém o dissessem;mas, quanto mais lhos proibia, tanto mais o divulgavam." Pelo que conheço de Jesus, não usaria de esperteza, proibindo algo para que conseguisse um resultado eficiente. Por que neste e em outros casos ele intencionalmente evitava a publicidade? Entre duas interpretações: evitar a morte prematuramente e estar atento aos perigos da fama, eu ficou com o segundo.

A fama pode levar ao orgulho, o pior dos pecados. Aquele que leva homens e mulheres a afirmar nesciamente que não existe Deus. Para si eles são os próprios deuses. Que Deus está dentro de cada um, que as ações de cada um são atos divinos. Quando Elvis Presley tomou contato com a teosofia ficou confuso e definitivamente desviou-se, ao tornar-se simpático aos ensinos de seu cabeleireiro, que afirmava que os homens eram parte de Deus e não suas criaturas.

Deus o criador não se deixa escarnecer, nem divide conosco a glória que é para Si. Uma das maiores vulnerabilidades que a fama traz é quanto ao posicionamento das pessoas. Creio que na mente de um pregador, pastor ou bispo famoso instaura-se uma confusão inconsciente. A perda dos velhos limites. O vício de inovar em com a introdução de coisas que parecem bíblicas, mas não são. As verdades bíblicas não são confusas nem carecem de exercícios desgastantes para sua compreensão. Arrependimento, fé, humildade e presença de Deus. "Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e as demais coisas vos serão acrescentadas". "O Senhor é meu Pastor e nada (de básico) me faltará. "Na minha angústia clamei ao Senhor e Ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor." Mas estas coisas são "simples" de mais para quem atingiu o "topo". Os novos "Herodes" querem ser ouvidos como vozes de deus!

E durante a última páscoa, Jesus tirou as vestes, e tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água em uma bacia e começou lavar os pés dos discípulos. No final do lavapés, comentou: "Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós também deveis lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.

Tenho assistido em minha vida cristã uma sucessão de quedas de grandes homens que se embaraçaram nos cordéis da fama. Creio que nós humanos temos um fascínio por ela. Parece que, quando bate a nossa porta, procuramos agarrá-la com todas as forças. Isso me lembra uma certa leitura de como certos macacos eram facilmente capturados por uma armadilha muito eficiente. Dentro de uma cumbuca, era colocado uma pedra brilhante. Aquela armadilha era deixada no Depois que agarrava o objeto de seu desejo, não conseguia mais se soltar, entregava sua liberdade por ela.

A fama pode levar um cristão ao desvario. Ao receber para si a glória que é de Deus, ele fica à mercê do diabo. É público o testemunho que dou. Certos pastores no afã de fazer publicidade de suas Igrejas associam curas e milagres de seus ministérios aos nomes de suas igrejas. Uma vez isto feito, seus discípulos repercutem aquele erro. Quando vejo algum pregador ou pastor em grande destaque, principalmente na mídia nacional, preocupo-me. O sucesso dele faz com que suas atitudes, acentuação de voz e até "as línguas" estranhas que fala, sejam amplamente copiados. Por exemplo: já perdi a conta de quantos "charabacandas" tenho ouvido de pregadores.

A fama costuma produzir uma falsa sensação da aprovação total de Deus. Como na parábola do rico e do Lázaro proferida por Jesus, em que o rico acreditava que sua prosperidade era a garantia de uma vida que agradava a Deus. Em nossos dias a leitura de Romanos 12:16: "Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos, soa assustadoramente "antiquada". Da mesma forma, a ditadura da "lei de gerson" vem associando virtude a comportamento de "trouxas", pois o mundo é dos "espertos." O arcabouço dos príncípios morais e éticos cristãos, principalmente entre o povo evangélico aluí-se. E o diabo tem derrubado e, infelizmente, ainda vai derrubar grandes líderes e os melhores príncipes da palavra de nossos púlpitos.

Sei que este artigo não vai mudar o entendimento de quem já tomou a decisão de usar a publicidade em todas as oportunidades que tiver, para "pregar" o Evangelho. Mesmo naquelas em que o Senhor não aprove. Saiba definitivamente que notoriedade e a fama não eram perseguidas pelo Mestre. Porque orava e consultava ao Pai antes de qualquer decisão ele sabia quais portas estavam abertas e quais deveria esperar ou evitar. Se você ultrapassar o limite e saltar o "muro", Deus não será mais responsável pelos seus atos nem pela sua ruína. Medite bem: "Pois que aproveitaria o homem ganhar o todo o mundo e perder a sua alma?" Sem mencionar o nome de ninguém, "Aquele, pois, que cuida estar de pé, olhe não caia"


João Cruzué - Olhar Cristão
SP 20.09.2008
cruzue@gmail.com

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