sábado, 2 de outubro de 2010

A volta da primavera



Goiabeira
Um pé de goiaba

João Cruzué

Anos atrás plantei as sementes de uma goiaba vermelha no quintal; e elas brotaram. Então, eu escolhi a muda mais bonita e plantei em um lugar especial. E depois sonhei que um dia amarraria uma gangora em um de seus galhos, para balançar a Priscila, nossa filha de quase um aninho. Nos anos seguintes, não só balancei a Priscila, com mais tarde, também a Aline. Todo ano suas folhas envelheciam no fim do inverno e caíam. Imagino que ela se preocupava com a aparência despida de uma árvore morta, mas aquela goiabeira sabia que quando voltasse , novas folhas ainda mais verdes brotariam. Hoje quando olhei o quintal, um pensamento passou diante de mim: eu pude ver que muitas pessoas precisam saber que Deus cuida das árvores para mostrar que nos ama.

Cientificamente, as estações do ano acontecem no planeta terra por causa da inclinação de seu eixo vertical atualmente de 23,45º. Ela gira bamboleando pelo espaço pela ação dos movimentos de precessão e nutação, e quando a inclinação do eixo horizontal elíptico se alinha com o equador celeste, duas vezes por ano, tem início do outono - em 21 março, e da primavera em 23 de setembro. Uma pesquisa com dados completos está aqui: generalidades da terra.

Na vida de cada um de nós também há períodos de inverno, quando aos olhos das pessoas próximas nós parecemos cheios de defeitos, imprestáveis, derrotados, sem futuro, e de vez em quando algum comentário chega até nossos ouvidos: "Bem feito!"

Mas graças a Deus que o Senhor Jesus não é mesquinho como alguns costumamos ser. Há vários exemplos de novas oportunidades e milagres feitos por Jesus, tais como: A ressurreição do filho da viúva de Nain; a cura do paralítico do Tanque de Betesda; a ressurreição da filha de Jairo; e o perdão da mulher adúltera. Eu creio no Senhor Jesus, pois Ele é a verdadeira face do amor de Deus, ao alcance de uma oração.

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"Na minha angústia clamei ao SENHOR, e ele me respondeu;

do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz"

Jonas 2:2.
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É maravilhoso fazer uma analogia do movimento da seiva fluindo nos vasos de uma árvore. A beleza das folhas depende das raízes para a subida da seiva bruta. Mas as raízes dependem da descida da seiva elaborada para não morrer. Tempos atrás, o pedreiro fazia uma escada de cimento no meu quintal, aproveitando para cimentar a rampa paralela, naquele espaço havia um pé de goiabeira vermelha. E ele cimentou a volta do pé daquela árvore. Pouco tempo depois suas folhas começaram a ficar amarelas. O cimento tinha destruído a casca do pé da árvore. A seiva bruta subia pelos vasos lenhosos até as folhas, mas o fluxo dos vasos liberianos foi interrompido.

O pecado é como a ação do cimento no pé da árvore. O profeta Isaías escreveu: A" mão de Deus não está encolhida para que não nos possa ajudar, nem seus ouvidos entupidos para que não nos possa ouvir, Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça. Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos de iniquidade; os vossos lábios falam falsidade, a vossa língua pronuncia perversidade. Ninguém há que clame pela justiça, nem ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam na vaidade, e falam mentiras; concebem o mal, e dão à luz a iniqüidade."

Deus deseja nos perdoar. A prova disso, é o nascimento do Cristo. João escreveu no Evangelho: Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu único filho, unigênito, para que todo aquele que nele crê, não morra, mas tenha a vida eterna."

A goiabeira era muito alta, tinha troncos grossos. Foi definhando, amarelecendo, e em menos de um ano parecia morta e perigosa. Com muita tristeza, peguei o serrote e fui aparando do alto para baixo. Ficou apenas dois tocos no chão. Em outros tempos, cheguei a contar 182 goiabinhas verdes em apenas um galho de dois metros de comprimento. Eram muitos os galhos. Mas um dia, eu percebi que brotou um ramo novo na base da raiz. Eu quebrei o duro cimento a sua volta para que ele não morresse. Já se passaram três anos. Ao lado dos dois tocos velhos, tenho outra goiabeira adulta do mesmo pé. Ela já acabou de derrubar as folhas antigas e já se reveste de novos brotos. Quando olho para esta nova árvore, que brotou de uma raiz moribunda, um pensamente recorrente aparece: Priscila vai nos dar um neto por esses dias, e eu tenho um sonho. Hei de balançá-lo em outra gangorra, amarrada em novo ramo, da mesma goiabeira, que insistiu em viver porque desejava ver este momento. E eu posso ver, em tudo isto, a mão de Deus.

Você pode até pensar que esteja derrotado, acabado, destruído, aniquilado, morto? mas aprenda que Jesus é o perdão e o amor de Deus. Não há profundidade que ele não alcance, nem pecado que não perdoa. Talvez você precisa fazer as pazes com Deus.

Para uns é preciso lancar fora o pecado, ou o desânimo, ou a velha forma de pensar - as folhas velhas da descrença, da incredulidade, da inutilidade. Hoje mesmo, entre em seu quarto e converse com Jesus. Diga: Senhor eu sou isso, isso e isso. Eu já fiz isso, aquilo e mais aquilo. Tenho pensado dessa e dessa maneira. Mas eu li hoje que tenho o benefício do perdão, de uma chance de recomeçar uma nova vida, para reescrever novos capítulos sobre velhas derrotas.

Assim como Deus mostra seu amor pelas árvores, trazendo a primavera de volta todos os anos, creia que, na verdade, Ele vem fazendo isso para lhe dizer que "te" AMA!




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terça-feira, 28 de setembro de 2010

O azeite, o vinho e o fermento


Barco
Barco à vela
João Cruzué

E um certo doutor da Lei levantou-se e disse: Mestre que farei para herdar a vida eterna? E Jesus devolveu a pergunta: O que está escrito na Lei? E então o doutor citou o grande mandamento: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo."

-- Faze isto e viverás! Disse Jesus.

-- E quem é o meu próximo? Insistiu o doutor.

E na sequência o Senhor Jesus Cristo expôs uma parábola, mais tarde entitulada "A Parábola do Bom Samaritano". Hoje pela manhã quando ia para o trabalho, passei pela região do Viaduto do Chá, no Centro de São Paulo. E neste trajeto veio a mim escrever alguma coisa sobre esses três elementos: O azeite, o vinho e o fermento.

Nós encontramos o azeite no Velho Testamento na botija da viúva endividada; no reservatório do candeeiro da Casa do Senhor. Na unção de Davi, ainda adolescente, no quinto verso do Salmo 23, e, entre tantos outros, na visão do profeta Zacarias. Azeite fala de sabedoria; azeita pode ser um rosto brilhando pelo perdão de Deus; azeite é uma bênção surpresa quando tudo o mais se acabou. Azeite é o gosto da vitória; azeite é a unção da promessa de Deus.

Na parábola do samaritano o vinho foi usado para limpar as feridas.

Azeite e vinho falam de solidariedade, de compaixão, de cuidados. Azeite e vinho são as atitudes do cristão verdadeiro que vai além das palavras; além da teologia. A sequência de uso é azeite e vinho. Primeiro a unção do Espírito em seguida a alegria do Espírito. O azeite amacia e refresca um coração ferido e o vinho lava as impurezas e a maldade do pecado. Para adquirir deste azeite e deste vinho é preciso ir à fonte da misericórdia e da compaixão. É preciso depender de Jesus.

Quem ama vai atrás, busca e procura até achar. Quem tem azeite e vinho anda na presença de Deus e navega como um barco cuja vela se faz cheia sob o vento da vontade do Espírito Santo. Isto não se aprende com a leitura de compêndios e comentários. Não vem junto com um canudo de teologia, mas em andar com o Senhor.

O fermento é a substância que incha, estufa, azeda, que enche de vento uma massa. O fermento para fazer efeito precisa ser misturado. Espiritualmente falando o fermento é o mundo sendo misturado no coração cristão. O fermento é a hipocrisia. É uma santidade de aparências. É uma cristã falsificada, mascarada.

O sacerdote e o levita viram o ferido, mas a sua religião estava acima de qualquer coisa. Sabiam o sagrado, mas não tinham mais o Espírito de Deus. Eram vazios de sentimentos, de compaixão. O sacerdote e o levita eram como barcos cujas velas já tinham apodrecido pela falta de uso.

Coisa interessante. Esta parábola é muito atual. Está surpreendentemente contextualizada em nosso tempo e país. Uma geração de sacerdotes e levitas têm ltrabalhado em nossas Igrejas. Eles estão muito ocupados com o que acontece no mundo. Estão encantados com o poder, com a política, com o dinheiro. O fermento já arruinou a vida espiritual deles. Nã têm mais tempo para a compaixão. Não se preocupam mais com os feridos nem com os perdidos, pois já não há mais sinal de azeite e vinho em seus corações. O Espírito Santo já foi apagado de suas vidas, de tantas atitudes mesquinhas, avarentas, falsas aparências. O óleo da unção já não brilha mais em suas faces. É muito provável que também estejam perguntando: E quem é meu próximo? Por que já se esqueceram.

E se eu não tomar cuidado, posso me tornar hipócrita do mesmo jeito. Por isso o exercício da compaixão deve ser sempre lembrado, praticado. Não basta ter uma biblioteca cristã na cabeça, é preciso muito mais que isso para ser um bom samaritano: manter a alegria de servir, de visitar, de sorrir e chorar junto, de ajudar, de amar, de perdoar pela presença do Espírito Santo.



SP 28.09.2010



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terça-feira, 9 de março de 2010

Como o Senhor Jesus me deu vitoria sobre as dividas


Na minha angústia clamei ao Senhor,

O leproso agradecido 2
Ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor.
É por isso que voltei aqui para testemunhar e agradecer .


Por João Cruzué

O Senhor tem sido maravilhoso para comigo, em todos os sentidos. Quero compartilhar com você minhas experiências pessoais no trato com dívidas e prejuízos, desejando contribuir de alguma forma para que Deus fale com você e lhe dê uma direção, caso esteja passando por situações semelhantes.

Quando me tornei um crente, não tinha saúde, não tinha casa, não tinha um emprego, não tinha diploma universitário nem uma família carinhosa. Tudo isso consegui, depois, pela graça de Deus que foi me abençoando.

Aos 18 anos, chegava à Capital paulista com um frasco de 200 comprimidos de Comital L, uma droga antiga para controle de epilepsia. Assim que me tornei um crente em Jesus, a primeira bênção foi a cura daquela doença. Você já presenciou uma pessoa caída no chão tendo um ataque epiléptico? Acontecia comigo. É uma cena tristíssima onde nada pode ser feito senão colocar a ponta de uma toalha na boca da pessoa para que não fira muito a língua, e esperar que passe.

Naquela época eu passei no vestibular, masnão pude seguir em frente, pois tive que trancar a matrícula, entre outras coisas, por falta de dinheiro. Dois anos depois, o Senhor nos preparou um emprego, na Rua 24 de Maio, Centro de São Paulo, aonde trabalhava para estrangeiros. Ali na mesma Rua tivemos a oportunidade de estudar inglês. No terceiro ano, nosso salário já era suficiente para voltar à faculdade, destrancar a matrícula, e concluir o bacharelado em Ciências Contábeis.

Depois do bom emprego veio um empresa de contabilidade, uma casa, no ano de 1983 a esposa, os móveis da casa, o primeiro carro. Uma família cristã muito abençoada. Um ano depois a primeira filha. Antes eu nada possuia, mas agora tinha bastante e por isso tinha todos os motivos para estar contente com Deus.

Mas aquele tempo passou e as "vacas" magras chegaram. Os clientes da empresa se foram. O carro foi ficando velho, e por necessidade foi vendido. Minha esposa, grávida de nossa segunda filha, não tinha convênio médico, não tínhamos fontes de recursos financeiros, senão uma cuja porta nunca se fechou. Não era o bastante para um ano inteiro, mas dava para uns oito meses. Ficamos de fato muito apertados, mas nunca desamparados.

Nossa casa era financiada pelo Bradesco em 15 anos. No último ano não tínhamos o bastante para pagar as prestações. O Banco colocou minha dívida em um escritório de cobranças. Tive que renegociar, e não pude pagar o renegociado. Veio um aviso de que a casa estava sujeita a leilão por falta do pagamento. Faltando um dia para perdernos nossa casa, uma senhora crente e amiga de minha família foi até o banco, retirou dinheiro de sua caderneta de poupança e o entregou a nós. Foi assim, que Deus não permitiu que perdêssemos a casa depois de tê-la pago por 14 anos e faltando apenas um para quitá-la.

A provação não foi curta. Ela durou quase 11 anos. Naquele tempo, quando Luiza Erundina ganhou a prefeitura de São Paulo perdemos ainda seis terrenos por invasão liderada por um padre. Tentamos uma casa de comércio que não prosperou e tendo enviado centenas de currículos não obtive uma porta sequer nem resposta alguma. Nos virávamos como podíamos. Minha esposa chegou a organizar excursões em viagens perigosas para o Paraguai, levando pessoas para fazer compras no sistema "bate-e-volta". Por falta de opção e da fadiga do ócio por duas vezes fui para o sítio, para plantar tomates em 1993 e mandiocas de 2000 a 2002.

Foi assim que tive todos os motivos para murmurar e reclamar de Deus. Lembro-me de uma situação em especial, quando consegui comprar meio quilo de café no supermercado, e ao chegar em casa dei graças a Deus por ele com os olhos molhados. Quando você enche um carrinho, dois carrinhos, três carrinhos de compras não tem idéia de que há pessoas, ali mesmo no mercado, que não podem comprar nem meio quilo de café, e quando o fazem,talvez sejammais gratas que você. Naquela situação aprendi por que se deve dar graças.

O leproso agradecido 1

Continue Fiel


Para enfrentar tantos anos de dificuldades fomos cortando todas as despesas. Foi-se a escola particular de minha filha mais velha; a mais nova sempre estudou na escola pública. Tivemos que vender a linha telefônica para pagar dívidas. Hoje uma linha vale menos de R$100,oo. Em 1996 vendi nossa linha por R$5.200,00.

O carro velho de minha esposa ficou sem licenciamento de 1993 até 2000. Eu orei assim: "Jesus, nós temos apenas o necessário para as necessidades básicas. Licenciar este carro para nós é luxo. Toma este caso em tuas mãos e não permita que ele seja apreendido. O Senhor ouviu esta oração.

Os que esperam no Senhor renovarão suas forças

Um dia andando pelas ruas de São Paulo, eu precisava ir até a Vila dos Remédios buscar um arco para ornamentação de Igrejas e festas de casamentos. Já estávamos no ramo da ornamentação. E eu orei de novo: "Senhor, preciso ir do outro lado da cidade, lá na Vila dos Remédios. Este carro além de não ter licença, ainda está com placas amarelas. Se me guardar nesta "viagem", vou dar uma oferta de gratidão na igreja.

Nós moramos na Zona Sul. No caminho para a Vila dos Remédios, antes de chegar a Marginal de Pinheiros, lá estava um guarda de trânsito parando todos os carros. Votar eu não podia; além de ser contramão, ia chamar a atenção dele. Acelerar, nem pensar. Vi um motorista parado conversando com o guarda e tive uma idéia: aproximei-me do guarda, parei, e perguntei:

_Seu guarda, como faço para pegar a Marginal de Pinheiros?

Ele me explicou detalhadamente o caminho (que eu sabia muito bem). Nem viu a cor amarela das placas. Fui na Vila dos Remédios e voltei em paz com colunas e arcos, coisas que de forma surpreendente cabiam dentro de um Chevette Hatch.

Quando nossas contas chegavam a um ponto insustentável minha esposa e eu orávamos. Via de regra, meus pais ou a família de minha cunhada Cleuza nos ajudava. Apenas orávamos e Deus falava ao coração daquelas pessoas. Foi assim que descobrimos quem eram nossos amigos de verdade. No tempo da bênção eram tantos...Agora dava para se contar com nos dedos de uma só mão. Os "amigos" desapareceram e a maioria eram crentes.

Três anos antes de Deus abençoar de novo minha vida financeira, recebi de surpresa uma atividade especial para me ocupar. Achei no portão de casa uma carta de um preso. Ele pedia orações, literatura bíblica para evangelizar e algumas bíblias. Aquela carta viera em resposta a um folheto que tinha carimbado e distribuído por mim seis anos antes. Em 18 de fevereiro de 2001 estouraram 29 rebeliões do PCC em presídios paulistas. Foi naquele mesmo tempo que comecei a recolher literatura usada entre Igrejas da Zona Sul de São Paulo. Depois enchia caixas de 6, 12 e 20kg que seguiam pelo correio, direto às mãos de grupos de presidiários crentes.

Enquanto caminhava para o correio, quase todos os dias e durante dois anos, para postar cartas de aconselhamento e buscando contatos com presidiários crentes, o Senhor preparava a porta de meu emprego atual. Do outro lado da agência de correios tem um grande Hospital. Um dia, uma pessoa da família, ligou e pediu para levasse um currículo ali. Depois de 11 anos enviando currículos achei que mais um, não iria incomodar-me. O Senhor abriu a porta e depois de duas etapas de seleção, eu fui escolhido!

Primeiro veio um contrato de emergência, depois de seis meses ele foi prorrogado. Nesse interim surgiu um concurso no mesmo Hospital para vários cargos, e entre eles havia uma vaga para contador público. Passei em primeiro lugar com 38 acertos em 50 questões. E quem preparou tudo isso foi o Senhor Jesus. Em 27 de agosto de 2008, fez cinco anos, um mês e 12 dias que estava trabalhando no mesmo Hospital que pertence ao Município de São Paulo. Em Fevereiro de 2009 e administração mudou para o Centro de São Paulo. Fui convidado (pela terceira vez) para trabalhar na Secretaria de Finanças da Prefeitura. Passei na entrevista com o Sr. Secretário Dr. Walter, mas não fui para a SF. Recebi um telegrama em 12 de novembro 2009, para assumir a uma vaga no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Eu tinha passado em um concurso feito em 2005 (prorrogado) e eu não sabia. Hoje, 10 de março de 2010, faz três meses que sou auditor do TCESP. Em duas palavras: um sonho. Não foi por merecimento, mas porque o Senhor é bom.

Tem mais bênçãos. Sabe a filha que não pude mais custear os estudos na escola particular? Hoje cursa o 3º anos de Letras (português e alemão) na USP. - Universidade de São Paulo. Minha Esposa que no passado ia às vezes sozinha em excursão para o Paraguai? Trabalha como professora na rede pública estadual e se graduou em pedagogia em 2007 . Dos três anos que ela cursou, apenas as mensalidades dos últimos foram pagas, pois conseguiu uma bolsa integral para para estudar por mais de dois anos. O Senhor lhe prometeu isso e cumpriu a promessa.

Sabe o carro velho, o Chevette Hatch 80, sem licenciamento de 1993 até 2000? Primeiro ele foi roubado, e achado na beira de uma avenida uma semana depois. Esperamos mais uma semana e como ninguém mexeu nele nem pôs fogo, pegamos ele de volta e ainda nos foi útil por mais um ano. Depois ele quebrou de vez e o vendemos por risível quantia de R$200,00. Passamos o próximo ano sem carro. Enquanto isso minha esposa e eu orávamos.

Depois de um ano a pé, o Senhor nos abençoou com um Celta Ok. Em outubro de 2006 o trocamos por outro um Corsa Classic também Ok. Se Deus assim quiser, daqui a dois meses vamos pela terceira vez adquirir nosso terceiro carro 0k.

Obrigado Senhor

Em tudo dai graças!

Pode acontecer que em algum tempo de sua vida você tenha de tudo. Mas é muito fácil ser grato a Deus com os bolsos e a conta bancária cheios. Mas lembre-se de que assim como o diabo teve inveja de Jó, também venha a ter de você. De repente você pode se achar em meio a uma grave crise, seja financeira, conjugal, de saúde - o fato é que a crise vem. E durante esses dias difíceis não vá pensar que Deus se esqueceu de você. Ele estará ainda mais perto. Ore; não murmure - tudo o que o diabo quer é ver você lançando na face de Deus que você está esquecido, sozinho, e sofrendo privações. O Senhor vai cuidar de suas necessidades básicas - lembra do licenciamento do carro que eu não tinha dinheiro para pagar. O Senhor quer que você aprenda a dar graças no tempo da escassês. E quando você ora e agradece a Deus também pelas lutas e pelas privações, quem se irrita é o diabo, enquanto o Senhor diz para ele: Está vendo como meu servo ou minha serva é fiel mesmo nessa dificuldade?

Há trabalho para você na seara do Senhor


Vou terminar dizendo que Jesus ama você. Eu passei por dívidas e situações difíceis. O Senhor um dia deu um basta em tudo aquilo e voltou a me abençoar. A principal razão porque escreve este blog é para dar testemunho disso e dizer para você que o Senhor não o/a abandonou e que vai estar no barco com você até a tempestade passar. Ele não nos livre da tempestade, mas sempre prometeu estar conosco no barco.E agora vou recitar para você meu versículo favorito:

"E uma coisa faço, e é que
esquecendo-me das coisas que para trás ficam,
e olhando para as que estão diante de mim,
prossigo para o alvo, pela soberana vocação de Deus
em Cristo Jesus" Filipenses 3: 13-14.

Ô Glóóória!


João Cruzué
Dívidas - a volta por cima
Revisado em 27/08/2008
cruzue@gmail.com



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sábado, 19 de setembro de 2009

Deus quer ser importunado por você

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" Lázaro - vem para fora!"
João Cruzué

Nossas necessidades cotidianas têm graus de atenção diferenciados. Dores diferentes. Lágrimas diferentes. Quebrantamentos diferentes. Vivendo em um mundo movido por consumismo e pressa somos inclinados a pedir apenas uma vez. Chorar apenas uma vez. Bem vindos à era do homus virtualis onde se vive cada vez mais solitário na grande aldeia virtual e global em que se tornou o mundo.

Um paradoxo. Podemos nos comunicar com o mundo pela via digital. Basta saber escrever em inglês, usar um teclado do computador para ter acesso a milhões, digo, bilhões de pessoas. Entretanto, enquanto as pontas de nossos dedos correm velozes sobre o teclado conhecendo e fazer amigos por Orkut, Twitter ou Facebook, parece que mais sozinhos ficamos isolados diante da tela fria de um monitor. Um monitor que funciona como uma parede, com olhos mas sem coração.

Muitos estão sozinhos em meio à multidão. Mudos.

O pão nosso de cada dia é variado. Saúde, aceitação, estudos, moradia, condução, segurança, vestuário, conforto, família, dinheiro, trabalho, emprego, futuro, enfim. Eu fico analisando. Vejo as pessoas apressadas pelas ruas e escadas do Metrô de São Paulo. O tempo passa depressa e a maioria das pessoas está correndo; querem voar; se pudesse se teletransportar. No entanto continuamos sendo os mesmos seres humanos desde o princípio. Carentes e dependentes.

Nós cristãos, uns mais outros menos, costumamos resolver nossos problemas em busca do pão cotidiano através da oração. Na verdade, também já nos acostumamos a pedir uma vez e depois nos calarmos. Mas não é assim que a palavra REAL de Jesus Cristo ensinou.

Se quisermos respostas e bênçãos para nossas necessidades o caminho, o meio, ainda não mudou. Temos que procurar. Buscar. Bater na porta de Deus. Insistir. A insistência, a inconveniência, a importunação, ainda são (foram) e serão os meios para se chegar diante do Trono da Graça de Deus.

E como é difícil se ajoelhar hoje, sozinhos diante de Deus, e iniciar uma oração. E há orações e orações. Repetecos frios e diálogos. Se quisermos mesmo vencer o mundo e andar sob a boa mão de Deus não há outra maneira: temos que manter um diálogo aberto com Deus até termos a intimidade necessária para chamá-lo de paizinho (aba pai).

Eu costumo escrever demais. Vou ficar por aqui. Até que ponto você vem insistindo com Deus? Apresente ao Senhor, em diálogo íntimo, seu rol de necessidades. Carências, ansiedades, medos, solidão. Ele, o nosso Cristo, fez uma promessa: Aquele que procura, acha; aquele que pede, recebe. E o que bate na porta, um dia vai achá-la aberta. Houve uma que se abriu para mim, depois de 11 anos. Conheci uma pessoa que esperou por mais de 40 anos. Eu tenho certeza que o Senhor também vai abri a porta que você precisa.

Não é hora para se emudecer, calar, mas de insistir. Até importunar.


cruzue@gmail.com


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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Cuidando da Insatisfação dentro da Igreja evangélica

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Olhar
O corvo e a águia
João Cruzué

Quem é que ainda não reclamou ou comentou sobre alguma coisa dentro da sua Igreja, principalmente, nos dias atuais em que há muitas novidades e mais liberdade de costumes? A insatisfação é como uma moeda de duas faces. Se você não tomar cuidado, pode entrar por um caminho perigoso e perder a alegria da sua salvação.

É muito comum voltar da Igreja para casa, hoje, com um "cesto" de assuntos não muito cristãos, para dizer o mínimo. Boa parte dos crentes não está indo à casa de Deus para adorar, senão para observar e colher as (más)novidades. Conscientemente ou não.

Quando saímos da posição de adoradores para "observadores" as coisas se complicam. Primeiro isso não agrada a Deus. Seria como uma oferta defeituosa. Acho mesmo que nem oferta seria. Veio à mente uma imagem: mãos vazias. Depois cultuar de mãos vazias, parafraseando a Bíblia, seria como enterrar o único talento. Talento enterrado. Adoração negativa. Sem pensar nisso você estaria ofendendo a Deus indo ao culto sem nada para oferecer; entristecendo o Espírito Santo.

Uma atitude crítica com respeito à vida dos outros. Do pregador, do pastor, da mocidade, das senhoras, das crianças. Do estacionamento, do banco pouco confortável, do secretário, do irmão das conversas paralelas durante o culto. Um arsenal completo não da armadura do cristão, mas do crítico anticristão. Quem se age desta maneira dificilmente vai perceber que se comporta assim.

É por isso que muitos de nós não têm mais prazer de ir ao culto. Não ouve mais a voz de Deus nada dentro da Igreja. Já entristeceu tanto o Espírito Santo, que não recebe mais nada. E não recebe nada por que não veio oferecer nada. Outra imagem de pregações antigas: um vaso de boca para baixo.

Antes de mudar de Igreja, seria muito bom fazer uma pequena anamnésia. Por que eu estou insatisfeito com minha Igreja? Tenho sido um adorador ou um crítico? Minha vida é um sacrifício vivo de adoração a Deus ou só penso em adorar quando vou ao culto? Como estou diante de Deus? Carrego de volta para casa depois do culto tudo o vi de ruim ou ocupo meu tempo comentando como foi bom o culto? Dependendo da resposta, mesmo que mude de Igreja sua insatisfação vai segui-lo/a. E aí?

Eu não creio que seja fácil mudar um comportamento crítico enraizado. Eu me humilharia diante de Deus e evitaria conversar sobre assuntos da Igreja DIUTURNAMENTE com pessoas com o mesmo defeito. Hoje, com tanta liberdade, e tantas Igrejas, e tantos pastores, uma doutrina mais ortodoxa afasta pessoas. Muitas coisas são relevadas e não há, talvez, uma preocupação em ensinar e repisar este assunto. Outra imagem volta a minha mente: a oferta de Abel e a oferta de Caim.

Caim caiu da graça e chegou ao ponto de matar seu irmão por um problema acontecido na adoração. Não sei que tipo de oferta os dois levaram. Mas um deles pensou que eliminando o irmão iria resolver o problema da oferta. E o problema não estava o irmão, mas na forma de cultuar de Caim.

E assim, por causa da insatisfação você pode fazer muitas coisas. Acho que entre todas elas apenas é a melhor. Resolva este problema em oração com o Senhor Jesus. Converse com Ele. Chore na presença Dele. Desabafe suas mágoas e mesquinharias com Ele. Se você fizer assim vai resolver a raiz de muitos males. Se você é cristão e anda insatisfeito com tudo, principalmente com a sua Igreja, tome cuidado. Os santos da sua Igreja são mesmo pessoas com um variado leque de defeitos. A palavra de Deus pode limpá-los, deletá-los. Pedro perguntou: Senhor, até quantas vezes devo perdoar meu irmão - sete vezes? Ao que Jesus respondeu: Não apemas sete vezes, mas 70 x 7 - 490 vezes - por dia!

A falta de perdão é como a louça suja que vai acumulando na pia, dia após dia. Da mesma forma que produz uma insatisfação insuportável chegar em casa e verificar que tem louça por lavar há mais uma semana, um coração que tenha o mau hábito de guardar e comentar tudo o que de ruim se passa na Casa de Deus vai acabar mesmo muito insatisfeito, vazio do Espírito. Um vaso sujo, que precisa ser limpo pelo melhor bombril que existe: o perdão do Senhor Jesus Cristo.

Não dê "mole" para a insatisfação. As vítimas podem ser você e sua família.



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